02/11/07 – Ártico sem gelo no verão de 2023.
A camada de gelo do Ártico pode desaparecer completamente no verão a partir de 2023 se o ritmo do degelo atual persistir, alertam os cientistas surpresos com a velocidade com que o fenômeno está ocorrendo.
Segundo pesquisadores do projeto Damocles que analisa os efeitos das mudanças climáticas no Ártico, a região tem perdido 500 mil quilômetros quadrados de gelo por ano.
A grande questão é que a humanidade está diante de um fenômeno novo nunca antes experimentado. Não sabemos quais as conseqüências desse degelo. É certo que virão mudanças climáticas que podem alterar o equilíbrio ambiental global.
Entretanto, apesar desse fato representar um risco grave para a sobrevivência do homem em diversas regiões do planeta, as autoridades dos países que tem contribuído de forma mais significativa para o fenômeno se recusam a tomar medidas que possam atenuar o degelo e suas conseqüências.
Na realidade os grandes poluidores não querem abrir mão de continuar produzindo a qualquer custo, pois é justo essa política que mantém esses países no topo do ranking do poder.
É uma lástima que a humanidade tenha que sofrer um grande revés para talvez então incutir juízo nas atuais autoridades mundiais.
É doloroso também é imaginar que de ante-mão, parte da humanidade já está condenada a um futuro incerto diante dessa política de desenvolvimento insana adotada pelos países ricos.
O planeta precisa de uma nova ordem mundial. Talvez ela venha por bem com o brotar da consciência coletiva mundo afora. Mais provável, porém, é que venha pela imposição da mãe da natureza que num ato de sobrevivência ceife alguns milhões de vidas para salvar o resto da cria.
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