05/11/07 – Gás: sem solução a curto prazo

O país continuará enfrentando problemas de abastecimento de gás natural a curto prazo, admitiu ontem o diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima.

Lima declarou que os investimentos feitos para aumentar a produção e o transporte de gás no país vão levar pelo menos de sete a dez meses para dar resultado.

Quando sofremos o risco de uma crise de energia elétrica, a Ministra Dilma Rousseff declarou que o problema estava definitivamente resolvido e que não havia qualquer hipótese de faltar energia para atender a demanda nos próximos anos.

Nesse momento, só não estamos sofrendo uma crise de energia elétrica pelo fato da Petrobrás estar racionando o gás para a indústria e para veículos de forma a abastecer as termoelétricas a gás.

Mais uma vez estamos diante da crônica inexistência de gestão e planejamento.

O país vem sendo administrado de crise em crise. Com isso, pagamos mais caro pelas soluções e o custo Brasil aumenta. Essa é a melhor das hipóteses. Na pior hipótese, a população é submetida a riscos inaceitáveis ou sofre pelo desconforto de serviços mal prestados.

O problema tem solução que necessariamente passa por profissionalizar a administração, substituindo políticos, apadrinhados, parentes, companheiros e pessoal desqualificado por técnicos capazes.

O argumento que não existem funcionários públicos qualificados é falso. Atualmente a maior parte dos funcionários públicos é oriunda de concurso e é tecnicamente preparada. Bem ao contrário daqueles que, por via de conhecimento ou vínculo político, entram pela janela e são empossados em cargos no primeiro e segundo escalão da administração direta e indireta.
 
Esse é o grande entrave do país.

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