07/10/07 – A geografia do crime.

Enquanto as autoridades continuam brincando de policia e ladrão, o crime vai tomando conta da cidade.

Os roubos a transeuntes continuam crescendo e chegam ao estratosférico índice de 10 roubos por hora no Rio de Janeiro.

Outras modalidades de crimes também continuam em alta.

Essas são estatísticas baseadas nos casos notificados. Como é sabido, a própria polícia desencoraja o registro de ocorrência quando não há perda de documentos, cheques ou cartões de banco.

Some-se a isso, o fato da população estar descrente da polícia e o medo de uma vingança. A burocracia que se traduz no mínimo numa espera prolongada para registrar um boletim ocorrência também é um destímulo a uma reação.

A morte está se tornando vulgar e a resposta tem sido apenas um lamento sempre que pessoas inocentem morrem, são baleadas, assaltadas ou sofrem qualquer outra modalidade de crime.

Há anos que as autoridades se contentam em divulgar a geografia e às estatísticas do crime, sem apresentar um projeto de longo prazo e integrado para a Segurança Pública.

O máximo que as autoridades conseguem conceber são teatros com incusrões de resultado duvidos, idéias mirabolantes ao estilo de filmes "hollywoodianos" ou discursos permeados de promessas vazias.

Qual será o limite suportável? Quantas pessoas terão que ser mostas, sequestradas ou roubadas para que as autoridades tomem providências?

Será que o Rio de Janeiro algum dia volta a ser a Cidade Maravilhosa?

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