14/10/07 – Mil siglas e ninguém dá jeito no caos das estradas.

Ao todo são 1374 departamentos, conselhos e juntas que dividem responsabilidades e tarefas na gestão do trânsito brasileiro, que mata 35.000 pessoas por ano. Uma estrutura administrativa com tantos órgãos gera superposições, hiatos de atribuições e conflitos administrativos. Além disso, é o típico cabide de empregos e um sorvedouro de recursos que se perdem num organograma eivado de pessoas tecnicamente incompetentes ou pior, nomeadas com a função específica de desviar recursos para o caixa II daqueles que os indicam. Enquanto o Estado brasileiro não acabar com essa forma medíocre de administrar a coisa pública nada vai funcionar. Estaremos sempre administrando crises. Diga-se de passagem, administrando mal, pois mesmo nesse caso o critério de escolha dos gestores é político. Lamentável que o custo desse desatino ainda ceife vidas e que os responsáveis fiquem impunes.

Críticas e comentários
O Futuro Começa Agora