14/10/07 – Uma tragédia brasileira.

No Brasil, o trânsito mata em média 35 mil pessoas por ano. Pelo elevado índice de mortalidade, e invalidez, a questão já deveria estar sendo tratada como um desastre há muito tempo. O próprio Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC que desenvolveu um sistema de Codificação de Desastres, Ameaças e Riscos - CODAR, reconhece que a situação é crítica. Por uma falha de planejamento estratégico que vem de longa data, o Brasil desenvolveu uma malha rodoviária extensa e radiculada e pouco investiu em transportes mais eficientes como o fluvial, marítimo ou mesmo o ferroviário. Mas piores do que o erro de visão estratégica, são o abandono e a negligência. Nesse aspecto as autoridades responsáveis deveriam responder criminalmente pela negligência que vem causando mais óbitos que uma guerra. Existe uma OBRIGAÇÃO DE FAZER. Entretanto, no Brasil essa obrigação é uma figura etérea, já que não há prazo nem punição para os responsáveis que deixam de cumprir com essa obrigação legal. Foi assim, que o Governo Federal ao longo do último mandato Lula, permitiu que o sistema rodoviário federal fosse sucateado, para às vésperas das eleições presidenciais fazer uma grande operação tapa-buraco, sem licitação, às pressas e pior, tecnicamente questionável. Some-se a isso o desmazelo, a impunidade de infratores e a inexistência de um programa educativo. O resultado é essa tragédia diária. Mortes, aumento absurdo do custo-Brasil e um dreno permanente para desvio de verbas com obras executadas sem licitações. O governo precisa acordar. É fundamental acabar com a impunidade e implantar programas de manutenção baseados em critérios técnicos. Enquanto tal não for feito, viajar representará um risco acima do aceitável.

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