18/10/07 – Aparato militar de países vizinhos preocupa a FAB.
Em audiência na Câmara, comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, relata problemas com a força, que está atrás de outras como a da Venezuela. Segundo o Brigadeiro, a Aeronáutica possui 719 aeronaves, das quais apenas 267 estão voando. Outras 220 estão nos parques de manutenção e 232 estão no chão nas unidades militares aguardando recursos para comprar peças. Ainda segundo o Brigadeiro a vida útil da frota é de 20 anos, mas há aviões com mais de trinta anos em serviço.
A preocupação tem origem no fato de países como Venezuela, Chile e Peru estarem investindo mais no reaparelhamento das forças armadas e já disporem de poder ofensivo maior que o do Brasil que tem dimensão continental e é mais populoso.
Aqui cabe lembrar, que Lula quando assumiu seu primeiro mandato já encontrou as forças armadas praticamente desmontadas com orçamentos curtos e contingenciamentos, frutos de uma política revanchista e irresponsável, praticada por todos os governos que o antecederam. Entretanto, a Aeronáutica que já naquela ocasião vivia uma situação extremamente precária, estava com a licitação para renovação da frota de caças praticamente decidida.
Naquela ocasião Lula, num dos primeiros atos de seu governo mostrou claramente ao que veio. Num discurso populista declarou que aquele dinheiro que seria gasto para comprar aviões serviria para alimentar milhares de miseráveis. Com isso suspendeu o processo licitatório e hoje nos vemos diante dessa situação absurda.
Nosso espaço aéreo vem sendo precariamente vigiado, nossas fronteiras são extremamente permeáveis e a Zona Econômica Exclusiva - ZEE não é patrulhada como deveria. Até hoje contamos com o fator sorte e com a dimensão continental do Brasil, que por si só desencoraja aventuras de vizinhos incautos.
Apesar dos tambores da guerra estarem mudos na América do Sul, existem diversas questões territoriais em aberto que são fontes de desconfiança mútua há mais de um século.
O Brasil felizmente não tem questões de fornteira em aberto. Entretanto isso não nos coloca a salvo de ações inconsequentes de vizinhos despreparados.
Evo Morales por exemplo, já ensaiou um pedido de indenização após ter afirmado que seu país havia trocado o Acre com o Brasil por "um cavalo". Nos documentos históricos, o Acre passou a figurar no território brasileiro em 1903, ao final de uma negociação conduzida por Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, ao custo de 2 milhões de libras esterlinas e de uma indenização de 150 mil libras à companhia que dominava a região.
As preocupações são fundamentadas e as Forças Armadas precisam ser aparelhadas na proporção da dimesão do país e de interesses a defender.
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Bruno Engert Rizzo