21/10/07 – Niterói: barracos, camelôs e lixo às margens do MAC.

Niterói, a cidade cujo prefeito se gaba de ter o Índice de Desenvolvimento Humano - IDH entre os mais elevados do país, está abandonada e decadente.

A desordem urbana já atinge o Museu De Arte Contemporânea – MAC, principal cartão postal da cidade.

Como nos demais centros urbanos do país, as favelas proliferam e a desordem ganha terreno no vácuo deixado pelas administrações populistas.

Atualmente as autoridades interpretam a condição de pobreza como um salvo-conduto para transgredir leis e desrespeitar a ordem urbana, ainda que tal traga prejuízos ou danos ambientais e urbanos.

Assim, ao pobre é permitido invadir, favelizar, fazer queimadas, desmatar, construir barracos, manter comércio ilegal e até se apropriar do espaço público, só pelo fato de ser pobre.

Ao cidadão que respeita a lei cabe apenas lamentar e realizar prejuízos. Quem tem um imóvel ao lado de uma favela, sabe que a desvalorização muitas vezes é superior a 50%. Porém, há também prejuízos intangíveis. O fato de existirem áreas da cidade que praticamente estão interditadas pela ocupação indevida ou por serem freqüentada por delinqüentes, representa mais do que um prejuízo, pois cerceia a liberdade de ir e vir no espaço público.

Essa política populista de “deixar fazer” está arruinando as cidades brasileiras e só traz prejuízos em todos os sentidos para o país. A lei é uma só e não faz distinção entre transgressor pobre, remediado ou rico. Portanto, não pode haver tratamento diferenciado para transgressões praticadas por pobres, remediados ou ricos. Com a palavra o Sr. Prefeito de Niterói, Godofredo Pinto (PT).

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Bruno Engert Rizzo