25/10/07 – Rio: estado fechará neurocirurgia da Zona Oeste.
Devido ao quadro de neurocirurgiões reduzido, a Secretaria Estadual de Saúde vai extinguir nos próximos 10 dias o setor de neurocirurgia do Hospital Rocha Faria em Campo Grande e possivelmente no Getúlio Vargas na Penha. A alegação é que o quadro de profissionais especialistas está reduzido devido à dificuldade de contratar médicos especialistas pelo salário de R$ 1.300,00. Não é de admirar. Um médico precisa investir 6 anos em sua formação e depois mais alguns para se especializar. Oferecer um salário de R$ 1.300,00 chega a ser ofensivo, principalmente quando sabemos que um médico de hospital público precisa ser também o mestre do improviso e correr riscos diariamente. O estado anda na contra-mão do bom-senso. Saúde é um dos itens essenciais para a população e segundo a Constituição Brasileira, constitui uma OBRIGAÇÃO DE FAZER por parte do Estado. A saúde já apresenta um quadro de falência. Desativar setores não é solução, pois só terá como conseqüência o direito à saúde negado à população ou a sobrecarga do restante do sistema. Em qualquer uma das hipóteses a crise somente se agravará. É difícil compreender e até aceitar, como um estado do porte do Rio de Janeiro, que se beneficia de “royaltys” do petróleo chega ao fundo do poço, com saúde, segurança pública e ensino público falidos. Fica a pergunta: o que vai bem no estado do Rio de Janeiro?