31/10/07 – Petrobrás corta fornecimento de gás de postos e indústrias do Rio.

Devido à escassez de chuva e ao nível crítico de água nos reservatórios que suprem às hidrelétricas, foi necessário colocar termoelétricas a gás em funcionamento. Mas essa é a história do cobertor curto demais para cobrir o corpo todo.

Assim, para evitar um racionamento de energia elétrica, o governo optou por cortar o fornecimento de gás de veículos e indústrias. Mais uma vez, estamos diante de um caso típico de falta de gestão e planejamento.  Se as projeções de oferta e demanda tivessem sido avaliadas com um pouco de antecedência, o Petrobras poderia ter previsto que não teria gás suficiente para suprir a demanda, principalmente se fosse necessário entrar com a co-geração de termoelétricas a gás.

De 2002 a 2007 o consumo de gás somente no Estado do Rio de Janeiro aumentou em praticamente 50%. É notório que entre abril e novembro existe um período de estiagem. Portanto, era previsível que as térmicas teriam que ser ligadas. Na realidade, não só era previsível, como foi informado ao governo através de inúmeros relatórios técnicos que foram solenemente ignorados.

Como sempre, o governo resolve da forma mais cômoda e simplória. Fecha uma torneira e depois tenta administrar a crise com discursos. Seja qual for à solução representa prejuízo para o país e desconforto para o cidadão.

Com toda certeza nosso destino seria outro se em cargos técnicos, em vez de sindicalistas, tivéssemos profissionais do ramo. E isso não vale só para a Petrobrás, mas também para todas as estatais e mesmo para a administração direta.

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